Amigo ajudou "profeta" a encobrir assassínios

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Amigo ajudou "profeta" a encobrir assassínios

Post by Λιλιανα on Sun Jul 25, 2010 8:53 am

Um amigo de Francisco Leitão foi interrogado pela Polícia Judiciária por supostamente ter ajudado o suspeito do assassinato de três jovens, na zona de Torres vedras, a encobrir o desaparecimento de uma das vítimas, Ivo Delgado, soube o JN.

A informação foi confirmada pelos pais de Ivo Delgado e pela Polícia Judiciária, que levou o indivíduo para ser inquirido nas instalações da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo (UNCT), na noite de segunda-feira, na mesma altura em que o suspeito do triplo homicídio, Francisco Leitão, era também detido.

Os inspectores foram buscar o indivíduo à casa onde vive, na localidade de Areia Branca, situada entre a Lourinhã a Peniche.

Na mesma noite foram também levados para interrogatório a irmã e o cunhado do alegado homicida. O amigo de Francisco Leitão foi ouvido e, no dia seguinte, foi libertado. Não é conhecida a sua condição processual, se bem que possa já haver mais do que um arguido no inquérito.

Enganado

Os factos que levaram ao interesse da PJ sobre esta nova personagem do caso passaram-se em Julho ou Agosto de 2008, – pouco depois de Ivo ter sido dado como desaparecido, a 27 de Julho – e estão associados a uma viagem que o pai de Ivo fez a Espanha à procura do filho, a convite de Francisco Leitão, facto que só agora é conhecido fora dos autos.

Perante a insistência dos pais de Ivo, que queriam saber do filho, Francisco enviou uma mensagem a Manuel Delgado, pai da vítima, perguntando-lhe se ele queria ir ver o filho a Espanha, porque o Ivo lhe tinha dito onde estava. “Eu disse que sim e ele veio aqui uma noite para irmos a Espanha”, contou Manuel Delgado, ontem, ao JN, na Serra do Calvo, Lourinha, junto à casa onde a vítima habitava.

Com ele vinha um amigo (J.), que na altura residia com a mulher e um filho na casa de Francisco. “Eu já o conhecia”, salientou Manuel Delgado. O pai de Ivo já não se lembra onde esteve (“era de noite”), mas lembra-se de que era Espanha, “vi as placas e era perto da fronteira”. Pararam junto a uma rotunda e Francisco disse para Manuel estar atento pois o filho “podia passar de carro”.

Momentos depois, Francisco começava a gritar “lá vai ele, lá ele”. E depois era J. também: ‘lá vai ele, lá vai ele’. Eu olhava para um lado e para o outro e não via nada. E gritava: ‘mas onde, que eu não o vejo?’”, recordou Manuel Delgado. “Fizeram isto umas duas ou três vezes, os dois juntos e eu sem ver nada, mas eles insistiam: ‘então não vê ali, naquele carro?’. Mas eu nunca vi nada”, acrescenta.

“Passado um bocado, o Francisco disse-me que tinha recebido uma mensagem do Ivo a dizer que para sairmos dali senão matavam-nos e a ele também, por causa de uns negócios de carros. Eu tive medo e disse então que era melhor voltarmos”, relata.

Meteram-se no carro e voltaram à Lourinhã, mas o episódio foi contado à PJ logo no início da investigação. “Só então percebi que o Francisco e o J. me tinham enganado”, lamenta Manuel.

Fonte: jn

Λιλιανα

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