Avó quer manter a tutela de menina violada por padrasto.

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Avó quer manter a tutela de menina violada por padrasto.

Post by ritandrade on Tue Jun 01, 2010 7:15 pm





Comissão de Protecção de Menores reúne-se com família. Vítima está internada.


A avó da menina que foi violada pelo padrasto, em Anadia, pretende manter a guarda da neta que está a criar "desde bebé" com o acordo da mãe. A Comissão de Protecção a Crianças e Jovens em Risco (CPCJ), que não tinha o caso sinalizado, convocou os familiares para uma reunião, amanhã, e já mostrou, antecipadamente, disponibilidade para prestar apoio na sequência dos acontecimentos de sábado.
Ainda não se sabe quando a criança de 10 anos poderá regressar do Hospital Pediátrico de Coimbra, onde continuava ontem internada devido aos ferimentos graves causados pelo padrasto. "Está melhor, mas temos de aguardar os próximos dias", dava conta a avó, evitando entrar em pormenores, ao ser abordada pelos vizinhos ontem de manhã.
A familiar garantia continuar a ter "condições" para tratar da neta, não vendo razão para a Segurança Social ser chamada a intervir no agregado familiar, tido como "manifestamente desestruturado" pela PJ. "Nem quero pensar que a podem tirar de mim", respondeu.
A menina, aluna da terceira classe numa freguesia rural, estava a ser acompanhada pela psicóloga da escola já que evidenciava "algumas dificuldades" de aprendizagem. "Ela é hiperactiva, não se concentra bem nas coisas. Fora isso, é uma criança normal", referiu a avó.
Foi o marido, lavrador, que assumiu a guarda da neta junto do tribunal quando a filha saiu de casa para viver com o companheiro, um pedreiro de 33 anos que está detido desde terça-feira por fortes indícios de ter sido o autor de abusos sexuais e violação da enteada.
A criança é filha de pai incógnito, já que a mãe, funcionária numa estufa em Anadia, alega ter sido violada aos 18 anos na localidade onde residia, em dia de festa, resultando dessa relação a gravidez.
A mãe da vítima tem dois outros meninos do seu companheiro. Casal e filhos viviam em Espairo, S. Lourenço do Bairro, numa casa antiga própria. "Não eram pessoas de grandes conversas, mas nunca vimos comportamentos anormais. Foi um choque", declarou uma vizinha próxima.
As crianças estão desde o início da semana aos cuidados de uma irmã do pedreiro, também nos arredores de Anadia, enquanto a mãe se encontra a trabalhar.
Os familiares afirmam nunca terem suspeitado dos alegados abusos sexuais por parte do padrasto, que, segundo a PJ, duravam há pelo menos um ano.
A mãe da criança também foi apanhada "de surpresa" com a descoberta,. "Não sucedeu nada em minha casa, nem como os meus dois outros filhos", fez saber ontem, pretendendo colaborar para a descoberta da verdade.
"Nunca desconfiámos de nada", acrescentou a avó muito revoltada. O companheiro da filha terá avançado para a violação, com extrema violência, no sábado passado. Durante grande parte do fim- -de-semana, o homem esteve com os pais da mulher, ajudando-os nos trabalhos no campo.
A não ter praticado o crime "às escondidas em casa" dos avós, poderá tê-lo feito quando a menina saiu para a catequese, na tarde de sábado.
Só no domingo a criança é levada ao Hospital de Anadia pela mãe, com quem estava nesse dia. "Apresentava queixas e dizia sentir-se mal." Acaba transferida para Coimbra, onde ficou internada com lesões graves.

Fonte: Diário De Notícias
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